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Estudo de Caso

Page history last edited by Ana Paula 2 years, 10 months ago

 

ESTUDO DE CASO DO JOÃO

 

      Para preservar ai dentidade do aluno que estou observando, irei chamá-lo aqui de João.

     O aluno joão está no 2º ano do ensino de 9 anos.Ele tem 9 anos e tem síndrome de down. É uma criança muito agitada, agresiva e as vezes afetiva, dependendo da pessoa com quem está tratando. Tem muita dificuldade na área cognitiva, só realiza as tarefas de vez em quando, com ajuda da professora e monitora. Joga bola, chuta forte e anda de bicicleta com auxílio da monitora. Seu relacionamento é muito complicado, pois tem reações inesperadas, não tem limites, na sala de aula agride os colegas do nada, as vezes é agressivo com a própria professora. Quando é chamado atenção ele entende e repete tudo, pede desculpa e torna a fazer novamente . A professora tem que ser firme e enérgica com ele. Tem sua sexualidade muito aflorada. Sempre que fica sozinho passa a mão nas meninas e professores. Quando faz suas necessidades fisiológicas, precisa de auxilio para se limpar.

     Tem dificuldade para comer. Sua coordenação motora não está desenvolvida, mas em compensação canta, dança e imita o Chaves, Kiko e a Chiquinha como ninguém.

     Faz acompanhamento no turno inverso, em uma escola especial, com profissionais especializados. Seu limite de tempo na escola, em sala de aula, é de 2 horas, ou seja, entra as 13h e sai as 15h. 

     A família é um pouco falha, a mãe tem vergonha do filho, por isso esconde muito ele, não deixa ele ir a passeios e atividades extra classes, como circos e zoológicos. A mãe é relapsa, arruma sempre uma desculpapara não levá-lo a aula e a escola especial, bate muito nele e não dá limites. Na família com primos e tios também é agressivo.

     Se a família fosse mais presente e regrasse mais, seu crescimento seria maior.

     Sua dicção é bem complicada, a palavra desculpa ele pronuncia dicupa, galinha é cocó. Quando bebe água ele se baba e derrama pelo lado da boca.

      O João mora com a mãe, padrasto, avó e avô. Não conhece o pai biológico. É filho único. A mãe não trabalha, de vez em quando faz uma faxina, mas nada fixo. Os avós são aposentados e o padrastro é industriário. A mãe as vezes bebe um pouco. A situação econômica da famíla é estavel, a renda familiar é baixa, mas não falta nada em casa, mas não vivem com luxo. 

 

Depoimento da mãe de João "História de vida do aluno - avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos.

      Minha gestação foi normal, não tive nenhum problemas, assumo que bebia de vez em quando.  Fiquei sabendo do problema do João só após seu nascimento.João nasceu de parto cesáreana, com 3.200Kg e 49 cm, era um bebê saudável, até o médico me revelar que ele era portador de síndrome de down. O pediatra me disse que ele iria precisar de acompanhamento de especialistas. Não possuia convênios médicos, prejudicando um pouco seu desenvolvimento, pois as consulatas eram difíceis de conseguir, dependia do SUS. Até um ano de idade levava-o em consultas normais todos os meses.Após um ano levei o João pela primeira vez em um neurologista que disse que o meu menino precisava ser estimulado desde cedo, pois os reflexos e o desnvolvimento de criança com este tipo de problema era lento, demorado. Encaminharam, então, o João para o CEACAF, onde mais tarde me encaminharam para a Escola Cebolinha. Aos três anos consegui matriculá-lo na Escola Especial Cebolinha, quando começou a ser acompanhado de perto por uma neurologista, fonoaudióloga, psicopedagoga. Frequenta atualmente esta escola e aescola de ensino regular. É um menino alegre, com muita alegria nos olhos. Sua saúde é bos, mas tem problemas de bronquite leve e dificuldade para falr. Sua idade mental é de 4 anos (hoje com 9 anos). Ainda chupa bico.

 

       Comportamentos observáveis na escola

 

       Quanto ao seu ralacionamento é agressivo com os colegas, de vez em quando com professores e funcionários, mais quando é contrariado. É bastante "disbocado", fala palvrões e faz gestos obsenos quase todo o tempo. Em relação a aprendizagem está melhorando lentamente, mas já é observado alguns progressos quanto a coordenação motora e motricidade fina. Sua evolução é lenta. É avaliado através de parecer descritivo, participação em aula, nas atividades propostas e realizada por eles, responsabilidade, cooperação. A professora utiliza materiais lúdicos (jogos e atividades variadas), atendimento diferenciado com apoio de monitores, SOE. A escola não possui sala multifucional, mas está para ser chegar. Consegui a avaliação da Escolinha Cebolinha onde ele frequenta no turno inverso e alguns trabalhos realizados por eles. É só clicar nas palavras linkadas que levam até eles.O aluno é bem atendido, com atividades diferenciadas que vão ao encontro de suas necessidades, mas não acompanha a turma, em ativadades diárias. A professora tem bastante dificuldade em trazer a mãe para a inclusão do filho, pois esta não aparece muito na escola, é pressionada quanto a sua presença na escola, pois tem vergonha do João e não aceita sua doença e com isso sempre inventa descul´pas para não participar do processo de aprendizagem do João e das atividades na escola.

 

      Avaliação  

 

      Após a leitura dos textos da unidade 7, acredito que a avaliação feita pela professora do meu estudo de caso, se aproxime em alguns aspectos que o texto  se refere. A professora estimula habilidades no sujeito como sua coordenação motora, motricidade fina, através de atividades de recorte, colagem, ,pintura, envolvendo-o em contação de histórias, estimulando seu lado artístico, já que gosta de cantar, dançar e imitar personagens diversos, procurando sempre fazer com que ele participe de todas as atividades,observando seu tempo e suas limitações.

      Em relação ao texto, nós professores, temos muito que avançar em questão de avaliação e a nossa prática pedagógica. A leitura nos mostra uma situação, da aluna Bianca, onde sua avaliação é bastante minuciosa, detalhada e completa, levando em conta suas potencialidades, dificuldades e progressos.

       A avaliação do meu estudo de caso se dá através de parecer descritivo, onde a professora registra seus avanços e dificuldades e o meio em que está inserido. A professora faz observação diária e constante, com ajuda da monitora que auxilia o sujeito em questão, mas devido a sua falta de experiência com aluno síndrome de down, faz o possível para superar as expectativas e acha que esta conseguindo, pois o João a cada dia apresenta algo novo, avanços, apesar de ser muito resistente a certas situações. Na escola em que fiz o estudo de caso já foi dado um grande passo, onde a professora da turma de João conta com uma monitora para auxilia-la e em breve contará com uma sala multifuncional.

       Concluindo, nós professores, temos que lutar para que as leis sejam cumpridas e que possamos ter acessos a cursos de especialização, qualificando assim o professor e o ensino a estas crianças portadoras de necessidades especiais, que estão amparados por lei, só que estas não se fazem cumprir. Estas crianças estão inclusas nas escolas, mas não recebem o atendimento que tem direito. Estamos no caminho certo, batalhando pelos direitos aos nossos alunos. E este semestre, com certeza, esta interdisciplina nos ajudou muito, esclarecendo muitas questões, através dos textos e leituras e intensas  trocas no fórum do Rooda . 

 

 

 

 

Comments (6)

Simone Ramminger said

at 9:45 pm on May 18, 2009

Ana Paula vejo que já escolheste e registraste alguns dados sobre o sujeito do teu estudo de caso. Portanto, ja fizeste a postagem da atividade da unidade 4. Observei que procuraste preservar a identidade do aluno, trocando seu nome e colocando uma tarja sobre seus olhos.
Nos materiais da unidade 4 tem um texto: "Conhecendo o aluno com deficiência física" de Bersch e Machado, de onde destaco um parágrafo : "A deficiência, vale lembrar, é marcada pela perda de uma das funções do ser humano, seja ela física, psicológica ou sensorial. O indivíduo pode, assim, ter uma deficiência, mas isso não significa necessariamente que ele seja incapaz; a incapacidade poderá ser minimizada quando o meio lhe possibilitar acessos." (p.21) Então, quanto mais este aluno puder ser aceito e estimulado, tanto pela escola, quanto pela família ou por profissionais especializados, melhor deverá ser o seu desenvolvimento e aprendizagem. Relatas alguns aspectos familiares importantes do caso: a mãe não aceita sua deficiência, bebe as vezes, é agressiva com o menino, ele não conhece o pai. Assim que fores descobrindo mais informações, podes ir acrescentando aqui.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

maurentezzari@... said

at 11:30 am on May 27, 2009

Olá Ana Paula,
Teu dossiê está bem organizado, cada unidade está identificada com clareza e os teus registros estão bem de acordo com o que foi solicitado, com bastante informações significativas, bem como tua posição a respeito. A escolha do sujeito para teu estudo de caso foi muito boa. Chama a atenção que o João tem dificuldades em vários aspectos, mas consegue se sair bem em outros, como dançar, cantar e imitar. Ele é teu aluno ou estuda na escola em que tu trabalhas? Abraços, Mauren

maurentezzari@... said

at 11:30 am on May 27, 2009

Olá Ana Paula,
Teu dossiê está bem organizado, cada unidade está identificada com clareza e os teus registros estão bem de acordo com o que foi solicitado, com bastante informações significativas, bem como tua posição a respeito. A escolha do sujeito para teu estudo de caso foi muito boa. Chama a atenção que o João tem dificuldades em vários aspectos, mas consegue se sair bem em outros, como dançar, cantar e imitar. Ele é teu aluno ou estuda na escola em que tu trabalhas? Abraços, Mauren

maurentezzari@... said

at 11:32 am on May 27, 2009

Olá Ana Paula,
Teu dossiê está bem organizado, cada unidade está identificada com clareza e os teus registros estão bem de acordo com o que foi solicitado, com bastante informações significativas, bem como tua posição a respeito. A escolha do sujeito para teu estudo de caso foi muito boa. Chama a atenção que o João tem dificuldades em vários aspectos, mas consegue se sair bem em outros, como dançar, cantar e imitar. Ele é teu aluno ou estuda na escola em que tu trabalhas? Abraços, Mauren

Simone Ramminger said

at 7:51 pm on Jul 2, 2009

Ana Paula vejo que trouxeste informações sobre avaliação inicial, diagnósticos, encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos e sobre os comportamentos observáveis na escola, ou seja, as informações solicitadas nas atividades 5, 6 e 7.
Apontas a dificuldade da mãe em colaborar com a inclusão e o desenvolvimento do menino. No texto "Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança", Silva e Dessen falam sobre a importância do ambiente e da cultura para o desenvolvimento da criança: " A gama de interações e relações desenvolvidas entre os membros familiares mostra que o desenvolvimento do indivíduo não pode ser isolado do desenvolvimento da família (Dessen & Lewis, 1998)". Conseguiste ler? Vale a pena.
Na última postagem referes: "...acredito que a avaliação feita pela professora do meu estudo de caso, se aproxime em alguns aspectos que o texto se refere." Em quais aspectos não se aproxima?
Afirmas ainda que :"... nós professores, temos muito que avançar em questão de avaliação e a nossa prática pedagógica." Esta interdisciplina te trouxe alguma contribuição que pudesse te auxiliar nesse sentido?
Que outras idéias do material da unidade 7 poderias relacionar com o teu estudo de caso?
As tuas atividades solicitadas para o dossiê foram todas postadas em dia. Parabéns pela pontualidade, pela participação, pela organização e dedicação aos trabalhos propostos!
Um abraço, Simone - Tutora sede

Simone Ramminger said

at 5:48 pm on Jul 5, 2009

Ana Paula no texto AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES, Christofari traz uma questão importante sobre avaliação: "Dentre tantas questões que entram em pauta quando nos referimos à educação que prima pela inclusão escolar, podemos destacar uma que nos oferece um grande desafio: como avaliar a aprendizagem dos alunos sem que essa prática se torne instrumento de exclusão e de fracasso escolar?" Que outros pontos te chamam a atenção nesse texto e que podes relacionar com a tua prática?
Podes desenvolver um pouco mais as conclusões do teu estudo de caso e fazer mais algumas relações com os materiais lidos e vistos ao longo do semestre. Ok?
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE

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